Data centers ganham espaço como nova aposta do mercado imobiliário
O crescimento da inteligência artificial generativa e da computação em nuvem no Brasil está ampliando a demanda por data centers, estruturas responsáveis pelo armazenamento, processamento e proteção de dados.
O crescimento da inteligência artificial generativa e da computação em nuvem no Brasil está ampliando a demanda por data centers, estruturas responsáveis pelo armazenamento, processamento e proteção de dados. O movimento também começa a abrir espaço para uma nova frente de desenvolvimento no mercado imobiliário.
Segundo o Relatório Setorial 2025 da Brasscom, o Brasil deve receber R$ 2 trilhões em investimentos em tecnologias digitais entre 2026 e 2029. Os maiores volumes previstos estão em computação em nuvem, com R$ 765,6 bilhões, e inteligência artificial, com R$ 736,6 bilhões. A expectativa é de crescimento médio anual de 21% e 20%, respectivamente.
O país já concentra cerca de 48% da capacidade instalada de data centers em operação na América Latina, de acordo com relatório da JLL. Para Renato Monteiro, CEO da Sort Investimentos, o Brasil tem atraído operadores globais pela combinação entre demanda crescente, disponibilidade de energia renovável e políticas públicas de incentivo. “O data center é a tradução física da economia digital. São estruturas que exigem terrenos maiores, energia em alta capacidade, sistemas de refrigeração, segurança, redundância elétrica, conectividade por fibra óptica e licenciamento adequado. Por isso, não é qualquer área que pode receber esse tipo de operação”, afirma.
Segundo o executivo, a maior concentração dessas estruturas está em polos como Barueri, Alphaville, Campinas e Fortaleza, que reúnem características como infraestrutura elétrica, redes de telecomunicações e proximidade com grandes mercados consumidores. No caso da capital cearense, o avanço é impulsionado pela posição do Ceará como o terceiro estado brasileiro com mais estruturas de cabos submarinos, concentrando a ancoragem de 17 cabos.
Monteiro avalia que a expansão da inteligência artificial, da computação em nuvem e dos serviços digitais deve manter o crescimento da demanda por data centers nos próximos anos.
“À medida que empresas, governos e consumidores passam a depender mais de inteligência artificial, nuvem e serviços digitais, aumenta também a necessidade de estruturas físicas capazes de processar, armazenar e proteger esses dados. Para o mercado imobiliário, isso representa uma nova frente de desenvolvimento e investimento”, completa.
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